domingo, 16 de setembro de 2012

Me vem...


 E no meio de tanta risadas geradas de conversas engraçadas em mesa de bar, sempre surge assuntos que nos deixar bastante pensativos. Normal, mesa de bar se fala tudo. Não, mas nunca fiquei tão aérea quanto fiquei hoje.
 Pauta da vez: -Sempre tem alguém que a gente sempre pensa, gosta, sei lá...
 Filosofias de mesa de bar, verdadeiras, e dependendo do grau etílico no sangue do indivíduo, a conversinha vai longe...
 Olhando a agenda do meu telefone, procurando um contato quando surge a pauta, e adivinha no nome de quem parou a rolagem!? Gerando automaticamente um:
 -PQP, mas que coisa estranha foi essa...
 Enquanto os outros ao meu redor estavam falando a respeito, eu olhei seu nome e fiquei pensando. Cheio de gente ao meu redor, e como eu estava me sentindo!? Só olhar a foto acima...
 Bateu uma vontade de ligar pra você, mas ai tava barulho, você não iria escutar direito e talvez nem gostar. Insegurança sabe... As vezes sinto isso, as vezes penso que vou incomodar e acabo não ligando e nem passando mensagem.
 Não, não foi a primeira vez que fiz isso, quase todos os dias gasto no mínimo 2 minutos olhando seu nome, mas ai não ligo e espero pra falar na internet. E mesmo falando por internet, ainda sinto a insegurança de estar incomodando.
 Tá, entre a gente não tinha besteira nenhuma, mas sei lá, acho que as coisas mudaram um pouco, devido a alguns acontecimentos indesejáveis. E você também não me mostrou nada que transparecesse estar como antes, mas enfim, sempre tento deixar você a vontade ao máximo.
 Mas como você mesmo disse uma vez, deixe que com o passar do tempo as coisas vão se resolvendo. Então, deixando o tempo passar, porém, estamos propícios a mudanças radicais entre nossos destinos.
 Enfim, sei lá... Só acho que não passo 2 minutos olhando o seu nome de graça né!? E não é só olhar seu nome, é pensar em você, é lembrar de bons momentos...
 O que é isso produção!?
 Assim sabe... Você ainda me faz bem, eu gosto da gente e mesmo que a nossa intensidade não volte, desde já digo que você foi o que me aconteceu de bom nesses últimos meses, foi bom pra mim e espero que tenha gostado também. E do fundo do meu coração, espero que a gente ainda se encontre muito por ai, mas enquanto isso... Vou olhar seu nome na minha agenda e encher seu saco um pouquinho.
 Por fim... Não, nem vem, as propagandas promocionais vão continuar (só a gente entende) Kkkkk'
 Então, o que eu tenho a dizer é isso, eu ainda penso em você. Mas se é sua vontade, deixaremos na mão do tempo. E vamos que vamos, que a felicidade sempre nos abrace mesmo sendo com o "nós" ou com os dois "eu". Mesmo se o destino não for cooperar, que continue acima de qualquer outra coisa, essa amizade bacana entre a gente. É isso que eu espero de você!

=)

domingo, 2 de setembro de 2012

Inspirado no cheiro da sua mão...



Se a gente juntar com a pá migalhas e farelos, o pó e os cacos que sobraram de nós dois, acho que faz um inteiro. Será que não? E aí? Que tal? Vamos? Como soa dividir comigo essa existência idiotamente ridícula, morna, real, estúpida, bagaceira e imbecil? Vamos fazer diferente, como ninguém mais sabe fazer, só nós? Diz que vamos, vai.

Não? É tudo que preciso pra começar a te conquistar. Diz que não com os olhos cheios de esperança. Com duzentos "nãos" eu construo um castelo, uma roda gigante, uma cabaninha de lençol na sala, um altar, um amor, um sim bem grande. Com um sim entre você e eu, te roubo inteira e metade da felicidade do mundo. Diga que não, ponha uma meta no meu colo, tipo num processo de seleção feminina só pra eu provar que sou o cara.

Isso, faz assim. Se faz de labirinto quando eu me oferecer em linha reta. Diz que metade de mim, a parte amigo, tá bom, só pra me empurrar inteiro coração adentro, goela abaixo, com toda a calma do mundo. Isso, faz assim. Dá voltas e voltas e voltas na chave da tua emoção só pra eu me exibir que posso te desarmar, desarrumar sua vida e seus cabelos. Embora eu não te ame ainda, mesmo o amor não existindo, diga não e me encoraje a pôr tudo à prova.

Finge não me querer, disfarce o brilho no olhar, esconda o sorriso atrás dos cabelos, ganhe torcicolo de tanto cuidar o outro lado, mostre o cofrinho se abaixando quando eu passar rasando, fique o tempo todo pensando no jeito infalível de ganhar o Oscar de melhor "tô nem aí". Me ache chato se eu te procurar, me ache o homem da sua vida se eu sumir, me veja feio do teu lado, me veja lindo do lado das outras. Diga trocentas vezes pro espelho na sua bolsa que sou o cara mais idiota, mais engraçado, mais fajuto, mais encantador que você fingiu não gostar.

Perfeito assim. Fosse sem esses enigmas, sem esses rodeios, sem esses movimentos, sem esses contrastes eu a rejeitaria como todas as outras. Vem assim como uma onda que não se congela pra eu pegar, como uma música do Djavan. Mas alerto já que estarei esperando com os pés e o desejo de te ter pra mim descalços, esperando você se desfazer, perder energia e parar na areia, nos meus braços, no meu sofá.

Bolei um plano pra trazer você pra mim, todo inspirado no cheiro da sua mão. É mais ou menos assim: você finge me repelir como fosse eu um ex-presidiário estuprador, bagaceiro e ressentido, e eu chego arrombando sua porta, suas pernas, sua alma. Aí você se dá conta que para voar é preciso tirar o peso dos ombros, se desanda, e diz pra mim, no ouvido, com um fio de voz e outro de esperança de que seja tudo real, que isso é o maior erro do ano, que não imaginava existir tanta culpa no céu, que as pessoas ficaram mais bacanas depois que encasquetei em te querer. Tudo sorrindo mais do que seu rosto aguenta.

E devolvo, puxando com os dentes seu lóbulo, que nossa história foi escrita torta de propósito pra gente se cruzar, tudo enquanto eu babo sobre teus encantos, enquanto eu faço o sexo mais manso e mais intenso e mais irreversível e mais gostoso e mais carinhoso e mais duradouro da sua vida, tanto que você perde seus orgasmos por birra, de tanta vontade de nunca mais me deixar sair de onde eu nunca deveria ter entrado.

Depois, com pequenos beijinhos e mordiscadas virando e desvirando seu corpo, virando e revirando seus olhos, convenço que os maiores amores se acertam nos erros, quando a loucura e a entrega vencem a resistência e o medo de alguma forma. Começo num beijo no canto da boca, aqueles que cabe a você decidir se acaba, ou prossegue, tá? Então, vamos? Pega na minha mão, entra no meu carro, sobe na minha garupa. Te mostro o quanto dá pra amar no caminho.


Gabito Nunes


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