sábado, 6 de abril de 2013

Hum!



"Já não corro mais atrás de ninguém porque simplesmente entendi que não vale a pena. Seja uma amizade ou um amor, se a pessoa é digna de você ela nunca estará nem a frente e nem atrás, ela estará sempre do seu lado.
Se você tem que correr atrás, então é porque a pessoa está fugindo de você. Sinceramente? Não vale a pena querer quem não nos quer!

O mundo gira, tudo muda o tempo todo e tudo se renova, inclusive as pessoas de nossa vida. Apenas espero pelo melhor e saiba reconhecê-lo quando ele estiver do seu lado…"

(Autor Desconhecido)


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O medo do amor




Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.


Martha Medeiros

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Por trás da vidraça...




Cá entre nós: fui eu quem sonhou que você sonhou comigo?
Ou teria sido o contrário?
Sonhei que você sonhava comigo. Mais tarde, talvez eu até ficasse confuso, sem saber ao certo se fui eu mesmo quem sonhou que você sonhava comigo, ou ao contrário, foi quem sabe você quem sonhou que eu sonhava com você. Não sei o que seria mais provável. Você sabe, nessa história de sonhos — falo o óbvio —, nunca há muita lógica nem coerência. Além disso, ainda que um de nós dois ou os dois tivéssemos realmente sonhado que um sonhava com o outro, também é pouco provável que falássemos sobre isso. Ou não? Sei que o que sei é que, sem nenhuma dúvida:
Sonhei que você sonhava comigo. Certo? Não, talvez não esteja nada certo. Também não era isso o que eu queria ou planejava dizer. Pelo menos, não desse jeito embaçado como uma vidraça durante a chuva. Por favor, apanhe aquele pequeno pedaço de feltro que fica sempre ali, ao lado dos discos. Agora limpe devagar a vidraça — quero dizer, o texto. Vá passando esse pedaço de feltro sobre o vidro, até ficar mais claro o que há por trás. Lago, edifício, montanha, outdoor, qualquer coisa. Certamente molhada, porque só quando chove as vidraças embaçam. Será? Não tenho certeza, mas o que quero dizer, disso estou certo, começa assim:
Sonhei que você sonhava comigo. Agora penso que é também provável que — se realmente fui mesmo eu a sonhar que você sonhou comigo; e não o contrário — eu não estivesse sonhando. Nada de sono, cama, olhos fechados. É possível que eu estivesse de olhos abertos no meio da rua, não na cama; durante o dia, não à noite — quando aconteceu isso que chamo de sonho. Embora saiba que — se foi dessa forma assim, digamos, consciente — então não seria correto chamá-la de sonho, essa imagem que aconteceu —, mas de imaginação ou invento até mesmo delírio, quem sabe alucinação. Mas não, não é isso o que quero contar, O que quero contar, sei muito bem e sem nenhuma hesitação, começa assim:
Sonhei que você sonhava comigo. Parece simples, mas me deixa inquieto. Cá entre nós, é um tanto atrevido supor a mim mesmo capaz de atravessar — mentalmente, dormindo ou acordado — todo esse espaço que nos separa e, de alguma forma que não compreendo, penetrar nessa região onde acontecem os seus sonhos para criar alguma situação onde, no fundo da sua mente, eu passasse a ter alguma espécie de existência. Não, não me atrevo. Então fico ainda mais confuso, porque também não sei se tudo isso não teria sido nem sonho, nem imaginação ou delírio, mas outra viagem chamada desejo. Verdade eu queria muito. Estou piorando as coisas, preciso ser mais claro. Começando de novo, quem sabe, começando agora:
Sonhei que você sonhava comigo. Depois que sonhei que você sonhava comigo, continuei sonhando que você acordava desse sonho de sonhar comigo — e era um sonho bonito, aquele —, está entendendo? Você acordava, eu não. Eu continuava sonhando, mas na continuação do meu sonho você tinha deixado de sonhar comigo. Você estava acordado, tentando adequar a imagem minha do sonho que você tinha acabado de sonhar à outra ou à soma de várias outras, que não sei se posso chamar de real, porque não foram sonhadas. Mas, se foi o contrário, então era eu, e não você, quem tentava essa adequação — nessa continuação de sonho em que ou eu ou você ou nós dois sonhamos um com o outro. Nos víamos? Quase consegui, agora. Preciso simplificar ainda mais, para começar de novo aqui:
Sonhei que você sonhava comigo. Depois, fiquei aflito. E quase certo de que isso não tinha acontecido. O que aconteceu, sim, é que foi você quem sonhou que eu sonhava com você. Mas não posso garantir nada. Sei que estou parado aqui, agora, pensando todas essas coisas. Como se estivesse — eu, não você — acordando um pouco assustado do bonito que foi ter tido aquele sonho em que você sonhava comigo. Tão breve. Mas tudo é muito longo, eu sei. Estou ficando cansativo? Cansado, também. Está bem, eu paro. Apanhe outra vez aquele pedaço de feltro: desembace, desembaço. Choveu demais, esfriou. Mas deve haver algum jeito exato de contar essa história que começa e não sei se termina ou continua assim:
Sonhei que você sonhava comigo. Ou foi o contrário? Seja como for, pouco importa: não me desperte, por favor, não te desperto.


Caio Fernando Abreu

Pequena Notável.




Ela é comum e mais uma na multidão. Insegura, tem medo que seus sonhos não se realizem. Mas sua vontade de lutar é especial. Os amigos a adoram, só não gostam quando está carente. Fica mole, pedindo colo, nada parecido com aquela menina cheia de si e segura assim que suas conquistam começam a figurar no horizonte. 

Complicada? Ela nunca quis ser fácil de entender. A não ser quando ela se descomplica pra alguém. Estar só, às vezes, é alívio. Encontrar um amor? Mais um sonho. Pode ser numa esquina, abrindo a porta, lendo um livro no parque, ou em qualquer uma das suas atividades de mulher independente e de casca grossa. 

Comum? Sim. Como ela existem milhares de mulheres, mas nem por causa disso ela não possa ser chamada de Notável. Pequena, cabe num abraço apertado, num sonho planejado, num salto bem alto, numa frase do Caio, num verso do Tom, num gesto raro, num livro bom, num diferente penteado, numa roupa provocante, numa única solidão, no fundo de uma taça de champanhe. 

Só não consegue caber numa única definição.


Gustavo Lacombe

Andei mudando...


Tive que aprender a ser forte... 
Mas também, foram tantas portas apaixonantes abertas para mim, porém quando passava da entrada, me via precisando sair...
 Se sai!? Claro, a gente aprende a passar pelo buraco da fechadura quando se é preciso, o jeito buscar sempre uma saída para não se envolver e não sofrer mais.
 Sabe aquela do "errar duas vezes"!? Pois é, acontece... E tende a acontecer ainda mais quando se procura, é a historinha do "Quem procura acha!".
 E eu concordo!
 Ando evitando a "procura" ao máximo, e não sei bem se estou fazendo o correto. 
 Confesso que não esqueci algumas das portas que já passei, algumas ainda geram sorrisos, e até lembro delas quando vejo uma ou outra se abrindo por ai...
 Mas agora é diferente, pé atrás e não entro mais, evito sempre o primeiro passo, coloco facilmente uma ponte antes da porta.
 E sabe porque!? É preciso... Necessidade... Amor próprio...
 Mesmo encontrando portas abertas, coloco uma ponte a sua frente, sento na mesma, e procuro estudar calmamente para não avançar a toa e errar novamente.
 E não me encontro disposta para bater em nenhuma porta, não quero me precipitar novamente e sair batendo em portas erradas. 
 Ainda lembro das portas que adentrei um dia e que depois tive que sair... Aliás, jamais esquecerei algumas.
 Tô mais pra quem tá esperando a porta se mover, e se bater na mão produzindo um "toc toc" sozinha, iniciativa tomada por outra parte.
 Até penso que esse inesperável seja o melhor.

 Acha que pirei!? Pois é, vai ver eu pirei foi para o meu próprio bem... 


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Tranquilidade...


 E ai você resolve dar uma mudada na vida...
 São tantas coisas de uma só vez, e criar ondem de preferencias talvez ajude, cada coisa de uma só vez. Focar na família, estudos + amigos e depois nas paixões, para quem tá nas primeiras preferencias, tranquilidade, para quem não tá... PACIÊNCIA!
 Paciência, coisa que nem todo mundo tem, fazer o que né!? Beleza!
 Nunca fui de tomar decisão precipitada, prefiro testar as paciências das pessoas, gosto de deixar o tempo passar para ver como as coisas vão mudando, gosto de tomar a atitude com a certeza que o que quero vai dar certo.
 Tem quem diga que, quando a gente pensa muito acaba não fazendo o que queria fazer, mas também se for pra fazer por impulso, sem pensar e acabar fazendo burrada... É melhor não fazer de jeito algum.
 Mas enfim... Ainda bem que as pessoas mudam e se mostram de verdade, sempre acho que mesmo sendo cedo ou tarde, a gente acaba sabendo quem são as pessoas verdadeiramente, e isso aprendi desde de criança. Por isso que para certas coisas, tenho a mínima pressa possível, logo não dá pra conviver com a inimiga da perfeição né!?
 Confesso, faltava pouco, bem pouquinho mesmo, era só esperar outras poeiras baixar para a calmaria levantar, mas fazer o que... Deu certo não!
 Sei lá, não é bem ser fria, acho que é só meu jeito de evitar, sou muito de escantear o que não vai me fazer mais o bem. Acho que isso é o resultado de tudo que já aconteceu, e sinceramente, acho é bom.
 Sabe a historinha de aprender com os erros e sofrimentos!? Pois é, faz parte do amadurecimento de qualquer humano. Sinto pena de quem não consegue "amadurecer" mesmo já estando na idade de ser alguém bem "crescidinho", pena MESMO!
 Mas enfim...
 Resolver mudar não quer dizer que você irá se bagunçar 100%, é preciso mudar sempre, porém algumas coisas ficam mesmo depois das mudanças. Há coisas de suma importância em nós que na verdade nem deveríamos mudar. Além disso, é necessário manter o foco em coisas (realmente) de valores.
 Mudança pra mim deve ser ligada a TRANQUILIDADE, a paz interior. Não adianta mudar e não ter sossego, se enxergar por dentro e valorizar o bem estar é essencial.
 Sempre digo isso a todos os amigos, sempre falo para que se vejam primeiro, que valorize a atitude que o fará bem. Impossível tomar uma boa atitude quando na verdade não estamos tranquilos nem consigo mesmo.
 Pessoas, coisas e momentos passam... Mas cabe a gente manter o equilíbrio, a tranquilidade e a fé em nós mesmo. Afinal, já dizia um autor desconhecido (o qual não me recordo):
 - Sempre haverá novos sonhos, novas pessoas, novos amores, novos horizontes...  Mas nós sempre ficamos dentro de nós mesmo.


 Então... SÓ DEIXE DENTRO DE VOCÊ O QUE LHE PROPORCIONA TRANQUILIDADE!


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Vontade...

"Vontade de passar na tua porta
 Vontade de bater no teu portão
 Vontade de pedir um copo d'água

 E assim poder tocar na tua mão
 E assim poder falar do meu amor
 E assim te revelar minha paixão

 Eu sou apaixonado por você
 Desde menina, desde pequena
 Só não tive coragem de dizer
 Que estou queimando, tô me roendo..."



- Chorinho da sanfona acompanhado de lindas letras... Sim, ainda existe conteúdo na musicalidade simples e agradável do nordeste, e que nunca se acabe!


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